Todos os estados do Sul do Brasil apresentaram redução no número de motoristas habilitados para dirigir caminhão e carreta nos últimos cinco anos. No entanto, o Rio Grande do Sul foi o estado que mais apresentou queda na comparação com Santa Catarina e Paraná. De acordo com dados da Secretaria Nacional de Transporte (Senatran), o número de pessoas habilitadas para transportar cargas em caminhões e carretas reduziu 8,3% no Estado na comparação com os números de 2019.Em Santa Catarina, a queda foi de 7,7%. No Paraná, 5,8%. O Sul do Brasil, inclusive, foi a segunda região do país com o maior número de queda entre os profissionais do setor de transporte rodoviário de cargas (TRC), ficando atrás apenas da região Sudeste, que despencou 16,7% nos últimos cinco anos.
Além da queda no número de profissionais habilitados, o TRC vem acompanhando o envelhecimento dos seus motoristas. Dos 4,3 milhões de profissionais habilitados no Brasil, 1,3 milhão têm entre 51 a 60 anos; 1 milhão entre 41 a 50 anos; e 800 mil entre 61 a 70 anos. Se somados os motoristas de caminhão e carreta entre a faixa etária de 18 a 40 anos, são pouco mais de 800 mil em todo o Brasil. “Um dado que precisa ser visto de perto e que gera preocupação”, alerta o diretor de novos negócios da Divelog, Junior Cavalca.
Conforme o dado mais recente da Senatran, a idade média do motorista do TRC no Brasil, em agosto de 2023, ficou em 53,5 anos. Em 2011, era de 48 anos. Mesmo com a queda no número de motoristas habilitados, o Rio Grande do Sul ainda é o terceiro estado brasileiro com o maior contingente de profissionais do ramo, com 400 mil motoristas de caminhão e carreta, atrás do Paraná, com 600 mil, e São Paulo, com 1,2 milhão.
A análise sobre o mercado do transporte rodoviário de cargas, incluindo o raio-x sobre os trabalhadores do setor, foi um dos assuntos abordados durante o 29º Fórum Internacional Supply Chain e Expo Logística 2023, que ocorreu na semana passada e que contou com a presença da Divelog.