A ociosidade no transporte rodoviário de cargas segue como um dos principais desafios logísticos no Brasil. Com caminhões retornando sem carga após as entregas, o setor enfrenta aumento de custos operacionais, menor produtividade e impactos que chegam ao preço final dos produtos. Segundo publicação da Forbes, com base em dados da Uber Freight, cerca de 35% dos caminhões no mundo rodam vazios enquanto se reposicionam para a próxima carga.
O movimento gera custos adicionais de combustível, manutenção, mão de obra e emissões, que acabam sendo repassados ao preço final dos produtos. A forte dependência do modal rodoviário e a concentração das rotas tornam o cenário ainda mais desafiador, especialmente em operações de longa distância e no agronegócio. De acordo com o estudo, o retorno ocioso pode elevar os custos logísticos em cerca de 40% a 50%.
Como alternativa, o mercado vem ampliando estratégias como compartilhamento de malha e operações de backhaul, que ajudam a reduzir quilômetros rodados sem carga e melhorar a utilização das frotas. Além do retorno vazio, tempos de espera para carga e descarga e períodos de menor movimentação também afetam a produtividade das operações. O cenário reforça a importância do planejamento logístico e da adoção de soluções que aumentem a eficiência e fortaleçam a competitividade do transporte rodoviário de cargas.