Se a Fenatran 2022 — maior salão de transporte da América Latina — foi marcada pelos investimentos em energias limpas, a Randon foi uma das personagens principais desse marco. Isso porque o grupo gaúcho chamou a atenção com dois produtos inovadores: a carreta refrigerada/frigorífica abastecida por placas solares e o eixo adicional elétrico — que pode ser usado tanto como 3º eixo da carreta quanto para o 4º eixo do cavalo.
De acordo com o diretor de desenvolvimento de novos negócios da Divelog, Júnior Cavalca, os lançamentos ainda precisam de homologação de custo-benefício. “Mas, pelo que se viu, estão bem próximos desse equilíbrio”, destaca.
Segundo Cavalca, o sistema do eixo adicional elétrico, na prática, é simples: na descida e frenagem, ele carrega as baterias que ficam armazenadas até que precisem ser utilizadas. “A utilização acontece na subida do conjunto, gerando uma força de até 200 CV, gerando uma economia de até 25% de diesel quando utilizado no tempo da subida”, detalha. A peça custa, em média, R$ 600 mil. “Para saber o quanto gera de redução de custo na operação, entretanto, precisa ser analisado com as planilhas para encontrar o equilíbrio”, frisa Cavalca.
Sobre a carreta refrigerada abastecida por placas solares, ainda não se sabe o preço que chegará ao mercado. “O que se sabe, até agora, é que será possível manter a câmara ligada com a ajuda das placas sem utilização do diesel, em média, por 23 horas no refrigerado e cinco horas no frigorificado”, conta. Outro ponto importante é o bem-estar do motorista, que não terá o barulho incômodo do motor da câmara fria. “Mas quanto se reduz de custo? No vídeo de apresentação se fala em uma redução de 1,8 mil litros de diesel por ano, ou seja, aproximadamente R$ 12 mil por ano. Será que vale o Investimento”, questiona.